quinta-feira, 1 de setembro de 2016

FOI PARA ESCOLA E NUNCA MAIS VOLTOU

Após longo período de calmaria, retorno com mais um caso que sempre ouvi, obviamente que todos nós sempre ouvíamos aquela famosa frase: "Filho(a) cuidado. Não aceite carona de estranhos. Não aceite presentes de alguém que não conheça. Não fale com gente estranha". Pois é, conselhos que aparentemente eram chatos, insistentes e coisas de pais corujas tem um fundo de verdade.

Esse caso veio a calhar com os tais conselhos que sempre escutamos de nossos pais quando éramos crianças.

Uma menina chamada Gabriela tinha 8 anos de idade e sempre ia e voltava da escola sozinha todos os dias por conhecer o caminho e a cidade era aparentemente tranquila.

Gabriela morava numa casa simples, cercada de cuidados por seus pais e seu irmão mais velho. Seu pai era um mecânico muito conhecido no bairro e todos tinham carinho e respeito por ele e sua família. Sua esposa era dona de casa e para ajudar nas despesas da casa, ela fazia o que mais gostava: costurar para fora. Fazia as roupas e as vendia para aumentar a renda familiar.

Seu irmão mais velho estudava de manhã e sua irmã no período da tarde. Seus pais estavam pleiteando procurar outra escola para que ambos pudessem estudar no mesmo horário para irem e voltarem juntos após as aulas.

Gabriela e seu irmão eram filhos amorosos e educados que nunca deram trabalho algum para ninguém. Ao contrário de seu irmão que estudava na cidade sua irmã estudava na capital aproximadamente 3 quilômetros de distância e a viagem diária era rápida.

Até que um dia, um rapaz estranho e bem apessoado estava transitando com seu carro de luxo a procura de garotas para se divertir, quando de repente avistou Gabriela entre os pedestres atravessando a avenida.

Ele não sabia quem ela era e muito menos sua idade, mas, caiu de amores por ela sem saber que Gabriela era somente uma criança. Ele não queria mais saber de garotas qualquer que não fosse ela.

Sua loucura falou mais alto quando começou dar suas investidas na garotinha ao decorrer dos dias. Dava presentinhos como caderno cor de rosa, estojo com lápis e canetinhas para desenhar, pagava sorvetes, lanches, doces. Até que um dia, ele ousou no presente para ganhar a confiança dela: ele mandou dar de presente uma linda boneca mais cara da loja.

Ao receber o presente ela nem sequer quis saber quem era o tal tio Helinho. Simplesmente gostou tanto daquela boneca que ela era sempre vista com ela nos braços brincando em casa, na rua, com amiguinhas, enfim, onde ela ia a boneca estava junta.

Até que um dia, sua mãe comentou com o marido sobre essa tal boneca e o tio misterioso que deu o mimo para ela, alegando que ele estava com péssimas intenções e que Gabriela estava correndo perigo.

Ela a princípio queria tirar a filha da escola por achar que Gabriela estava sendo perseguida e incomodada por estranhos e que a escola estava sendo conivente. Ela pediu para que Gabriela devolvesse essa boneca e que ficasse longe do tal rapaz desconhecido.

Seu pai acalmou a esposa alegando que o rapaz fez somente uma gentileza por Gabriela ser uma boa menina dócil e educada e que talvez o tenha ajudado em algo e somente queria agradecer.

Ninguém desconfiou de nada a princípio quando um belo dia, sua mãe sentiu um aperto no peito quando levou sua filha no ponto de ônibus e aconselhou ela a tomar cuidado, não conversar com estranhos e não aceitar carona de ninguém.

Mas Gabriela, menina de oito anos de idade, não deu muita importância aos conselhos e alertas de sua mãe. Mal sabia Gabriela que esses conselhos poderiam ter sido usados na hora certa.

Após o término da aula, Gabriela se dirigiu ao ponto de ônibus e como o mesmo estava demorando, aproveitou para brincar com sua boneca na mesa de uma lanchonete que ali havia bem em frente ao ponto de ônibus.

Os rapazes garçons sempre deixavam Gabriela ficar sentada brincando com o gatinho e sua boneca enquanto o ônibus não vinha e quando estava chegando, chamava Gabriela imediatamente.

Mas nesse dia um lindo carro de luxo parou em frente a lanchonete e o rapaz simpático desceu e se aproximou da garotinha oferecendo uma carona, alegando que sua mãe deveria estar preocupada com sua filha sozinha numa lanchonete pois era perigoso em se tratar de uma cidade grande da capital.

Gabriela esqueceu dos conselhos de sua mãe e aceitou a carona do estranho rapaz e nunca mais voltou para casa viva.

Dias após o seu desaparecimento, o corpo da garotinha foi encontrado num matagal irreconhecível. Se não fosse o cachorro da família ter reconhecido o corpo da menina, ela seria enterrada como indigente.

Pobre Gabriela, se tivesse ouvido de verdade e obedecido sua mãe nos conselhos que ela lhe deu no dia antes de morrer, ela estaria viva, feliz, estudando, dando alegrias a sua família.

Será que temos muitas Gabrielas assim no mundo? E vocês sempre obedeceram e seguiram a risca os conselhos dos pais? Os pais sempre tem razão ao dar conselhos aos seus filhos? 

Pensem e reflitam porque o caso da menina que foi para escola e nunca mais voltou pode até se parecer com algum da vida real, mas, nunca é demais relatar aqui. 

Se é lenda ou verdade, nunca saberemos, mas, em algum deles sempre tem uma pitada de lição para nossas vidas.

Até mais...

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