sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FLOR DO CEMITÉRIO





Olá, pessoal ...

Após um longo tempo de inércia, voltamos com mais uma lenda para a coleção.


Você teria coragem de levar para sua casa algo muito bonito que encontrou num cemitério? É justamente sobre esse assunto que essa lenda irá tratar aqui.


Mariana é uma linda menina de 10 anos de idade e sua rotina era sempre casa e escola, escola e casa. Mas todos os dias após às aulas para chegar mais rápido em sua casa Mariana e suas amigas cortavam caminho por dentro do cemitério. Elas não tinham medo, porque acreditaram que os mortos não fazem nada de mal com os vivos. Será?


Um determinado dia, Mariana estava voltando das aulas como de costume porém sozinha. Ao cortar o caminho por dentro do cemitério, deparou-se com uma flor no túmulo de uma menina que morreu há mais de 30 anos. Ela ficou muito triste ao ver que uma criança ter morrido. 


Algo no túmulo chamou sua atenção: uma linda flor dentre as demais no mesmo túmulo deixado por pessoas que visitavam túmulos de seus familiares e é costume deixar flores em túmulos de crianças.


Mariana sem saber de nada, pegou essa linda flor para dar de presente para sua mãe. Um gesto inocente e ingênuo poderia lhe custar muito caro.


Ao chegar em casa, Mariana procurou sua mãe dona Lúcia avisando que acabara de chegar e que trouxe um lindo presente. Sua mãe ao ver a flor na mão de Mariana, pegou toda feliz e sorridente e colocou num vaso simples na estante da sala. 


O dia foi tranquilo e produtivo para todos na casa de Mariana. Mas, ao anoitecer algo inusitado aconteceu: um porta-retrato que estava na estante caiu sem que ninguém o tocasse. As cortinas da sala e do quarto de Mariana começaram a esvoaçar sendo que as janelas estavam fechadas. Era o prenúncio de uma possível tragédia.


Ninguém se assustou ou ficou com medo por acreditarem que tudo não passou de uma brincadeira de mal gosto. Mariana não falou para sua mãe de onde ela pegou essa linda flor e não uniu a flor com os fatos que começaram a ocorrer dentro de sua casa.


No dia seguinte, tudo pareceu normal apesar dos eventos da noite passada. Mariana foi para a escola normalmente, voltou para casa, fez os afazeres escolares e domésticos para ajudar sua mãe. Ao contrário da noite passada, ao anoitecer, Mariana teve um sonho totalmente sombrio: uma menina sem rosto apareceu para ela no meio do caminho e disse para Mariana devolver sua flor. Mariana perguntou o nome dela, ela não respondeu nada. Simplesmente desapareceu em nuvens a sua frente. Mariana acordou chorando e sua mãe foi socorrer e ao chegar em seu quarto viu sua filha aos prantos assustada dizendo que uma menina pediu a flor que deu para ela.


Dona Lucia acalmou a menina se deitando com ela na cama até Mariana dormir novamente. E tudo seguiu normalmente no dia seguinte. Ao anoitecer, algo inusitado ocorreu novamente. A menina do sonho parecia determinada em transformar a vida de Mariana em pesadelo: o telefone da casa da menina tocou, a garota pensando que fosse uma colega de escola, atendeu normalmente a ligação e uma voz estranha soou do outro lado da linha: "Devolva a minha flor" e a linha ficou ocupada.


Mariana desligou o telefone e não disse nada para sua mãe. Dona Lucia conhecia muito bem o comportamento da filha, ficou desconfiada com o telefonema e ordenou Mariana a não atender mais o telefone.

Na noite seguinte no mesmo horário o telefone tocou novamente: a voz estranha de uma criança do outro lado da linha disse novamente "devolva a minha flor". Ao desligar o telefone, dona Lucia entendeu claramente o que a voz queria e percebeu que Mariana pegou a flor do cemitério e falou para Mariana devolver de onde ela pegou essa flor, caso contrário, ela não irá deixá-la em paz.


Sua mãe e Mariana foram até o túmulo da menina na qual Mariana pegou a flor. Com posse da flor, Mariana colocou a flor de volta ao vaso de onde a menina pegou. Pediu desculpas a menina do túmulo e foi embora com sua mãe.


E a vida de Mariana e dona Lucia seguiu em paz. 


Verdade ou lenda urbana, uma lição foi deixada: nunca pegar algo que não é seu, seja lá de quem for.


Até mais...


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

COM DEUS NÃO SE BRINCA

Poderia ter título melhor ao caso que vou relatar e sempre ouvi ao longa da vida por pessoas mais velhas.

Quando as pessoas dizem a outras: "Vão com Deus", "Deus lhe pague", "Que Deus lhe abençoe", não quer dizer que estão falando bobagem, mas, há quem diga que isso nada mais é que bobagem.


Mas saibam que não é com esse caso a seguir...


Marcos é um lindo rapaz de família conservadora e muito respeitada. Todos são religiosos e frequentam a igreja todo domingo. Marcos não gostava de ir a igreja, muito menos acreditava na existência de Deus, alegando sempre que como ele poderia acreditar em algo que não podemos ver?


Marcos ria quando as pessoas falavam para rezar antes de dormir, agradecer pelo dia de hoje, pelo alimento que está a mesa, enfim para tudo. Marcos não conseguiu entender a importância de Deus na vida.


Até que um dia, ele foi viajar com amigos no final de semana e sua mãe disse quando ele estava saindo: "Que Deus te acompanhe e te proteja a viagem toda". Marcos para contrariar sua mãe, respondeu: "Ah, Mãe... Se Deus existe, é capaz de me seguir em todos os lugares ao mesmo tempo? Que Deus é esse que trabalha como guarda-costas"? Saiu dando gargalhadas.


A viagem na ida foi tranquila, mas um homem que dirigia o carro disse no caminho que aquela estrada era muito perigosa com muitos acidentes e mortes. Todos ficaram com medo. 


Marcos ao ouvir aquilo disse: "Claro, né? Se o povo bebe, pisa no acelerador, é claro que vai acabar morrendo nesses acidentes. E sem contar também que ninguém dá importância de levar o carro no mecânico antes de viajar. E agora reclamam que a estrada é perigosa? Perigoso são as pessoas que amam sair voando por aí".


Dois dias depois, o grupo de amigos resolveram retornar. De início a viagem foi tranquila mas algo inusitado ocorre quando no meio da estrada uma árvore caída os impede de prosseguir, mas como o motorista estava em alta velocidade, decidiu sair da pista e tentar retornar para a pista metros depois desviando do obstáculo.


Porém, sua tentativa foi em vão onde o carro capotou inúmeras vezes rolando ribanceira abaixo o veículo onde Marcos estava parou somente de capotar ao bater violentamente numa pedra grande que praticamente amorteceu a queda.

Instantes depois, o serviço de emergência chegou ao local do acidente e uma constatação: os ocupantes do veículo tiveram alguns ferimentos e foram encaminhados para o hospital.

Marcos não teve a mesma sorte. Minutos antes do acidente, o rapaz não colocou o cinto de segurança. No capotamento do carro, Marcos foi lançado para fora do veículo e seu corpo estava localizado metros adiante do carro acidentado e morreu minutos depois do acidente.

Por isso que muitos dizem que com Deus não se brinca, não se zomba ou ignora. Ele nosso Pai, protetor e criador de nossas vidas. Ele existe sim, e está sempre ao nosso lado e dentro de nosso coração, basta nos permitir para isso.

Lenda ou realidade, sempre há um fundo de verdade e lição para nossas vidas.

No mundo há muitos Marcos que se comportam da mesma forma. Entretanto, o final desse conto deveria ter sido diferente se não fosse um único detalhe: negar a existência de Deus. Portanto, uma lição: Com Deus não se brinca.

Até mais...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

FOI PARA ESCOLA E NUNCA MAIS VOLTOU

Após longo período de calmaria, retorno com mais um caso que sempre ouvi, obviamente que todos nós sempre ouvíamos aquela famosa frase: "Filho(a) cuidado. Não aceite carona de estranhos. Não aceite presentes de alguém que não conheça. Não fale com gente estranha". Pois é, conselhos que aparentemente eram chatos, insistentes e coisas de pais corujas tem um fundo de verdade.

Esse caso veio a calhar com os tais conselhos que sempre escutamos de nossos pais quando éramos crianças.

Uma menina chamada Gabriela tinha 8 anos de idade e sempre ia e voltava da escola sozinha todos os dias por conhecer o caminho e a cidade era aparentemente tranquila.

Gabriela morava numa casa simples, cercada de cuidados por seus pais e seu irmão mais velho. Seu pai era um mecânico muito conhecido no bairro e todos tinham carinho e respeito por ele e sua família. Sua esposa era dona de casa e para ajudar nas despesas da casa, ela fazia o que mais gostava: costurar para fora. Fazia as roupas e as vendia para aumentar a renda familiar.

Seu irmão mais velho estudava de manhã e sua irmã no período da tarde. Seus pais estavam pleiteando procurar outra escola para que ambos pudessem estudar no mesmo horário para irem e voltarem juntos após as aulas.

Gabriela e seu irmão eram filhos amorosos e educados que nunca deram trabalho algum para ninguém. Ao contrário de seu irmão que estudava na cidade sua irmã estudava na capital aproximadamente 3 quilômetros de distância e a viagem diária era rápida.

Até que um dia, um rapaz estranho e bem apessoado estava transitando com seu carro de luxo a procura de garotas para se divertir, quando de repente avistou Gabriela entre os pedestres atravessando a avenida.

Ele não sabia quem ela era e muito menos sua idade, mas, caiu de amores por ela sem saber que Gabriela era somente uma criança. Ele não queria mais saber de garotas qualquer que não fosse ela.

Sua loucura falou mais alto quando começou dar suas investidas na garotinha ao decorrer dos dias. Dava presentinhos como caderno cor de rosa, estojo com lápis e canetinhas para desenhar, pagava sorvetes, lanches, doces. Até que um dia, ele ousou no presente para ganhar a confiança dela: ele mandou dar de presente uma linda boneca mais cara da loja.

Ao receber o presente ela nem sequer quis saber quem era o tal tio Helinho. Simplesmente gostou tanto daquela boneca que ela era sempre vista com ela nos braços brincando em casa, na rua, com amiguinhas, enfim, onde ela ia a boneca estava junta.

Até que um dia, sua mãe comentou com o marido sobre essa tal boneca e o tio misterioso que deu o mimo para ela, alegando que ele estava com péssimas intenções e que Gabriela estava correndo perigo.

Ela a princípio queria tirar a filha da escola por achar que Gabriela estava sendo perseguida e incomodada por estranhos e que a escola estava sendo conivente. Ela pediu para que Gabriela devolvesse essa boneca e que ficasse longe do tal rapaz desconhecido.

Seu pai acalmou a esposa alegando que o rapaz fez somente uma gentileza por Gabriela ser uma boa menina dócil e educada e que talvez o tenha ajudado em algo e somente queria agradecer.

Ninguém desconfiou de nada a princípio quando um belo dia, sua mãe sentiu um aperto no peito quando levou sua filha no ponto de ônibus e aconselhou ela a tomar cuidado, não conversar com estranhos e não aceitar carona de ninguém.

Mas Gabriela, menina de oito anos de idade, não deu muita importância aos conselhos e alertas de sua mãe. Mal sabia Gabriela que esses conselhos poderiam ter sido usados na hora certa.

Após o término da aula, Gabriela se dirigiu ao ponto de ônibus e como o mesmo estava demorando, aproveitou para brincar com sua boneca na mesa de uma lanchonete que ali havia bem em frente ao ponto de ônibus.

Os rapazes garçons sempre deixavam Gabriela ficar sentada brincando com o gatinho e sua boneca enquanto o ônibus não vinha e quando estava chegando, chamava Gabriela imediatamente.

Mas nesse dia um lindo carro de luxo parou em frente a lanchonete e o rapaz simpático desceu e se aproximou da garotinha oferecendo uma carona, alegando que sua mãe deveria estar preocupada com sua filha sozinha numa lanchonete pois era perigoso em se tratar de uma cidade grande da capital.

Gabriela esqueceu dos conselhos de sua mãe e aceitou a carona do estranho rapaz e nunca mais voltou para casa viva.

Dias após o seu desaparecimento, o corpo da garotinha foi encontrado num matagal irreconhecível. Se não fosse o cachorro da família ter reconhecido o corpo da menina, ela seria enterrada como indigente.

Pobre Gabriela, se tivesse ouvido de verdade e obedecido sua mãe nos conselhos que ela lhe deu no dia antes de morrer, ela estaria viva, feliz, estudando, dando alegrias a sua família.

Será que temos muitas Gabrielas assim no mundo? E vocês sempre obedeceram e seguiram a risca os conselhos dos pais? Os pais sempre tem razão ao dar conselhos aos seus filhos? 

Pensem e reflitam porque o caso da menina que foi para escola e nunca mais voltou pode até se parecer com algum da vida real, mas, nunca é demais relatar aqui. 

Se é lenda ou verdade, nunca saberemos, mas, em algum deles sempre tem uma pitada de lição para nossas vidas.

Até mais...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A MENINA BONECA




Olá, pessoal ...

Esse conto não é o da boneca Anabelle. Muito menos, de uma boneca amaldiçoada que contam por aí. Esse conto refere-se a outra coisa que eu sempre ouvi quando criança, leiam e confiram:

Marilu era uma mulher bonita, vaidosa e mimada. Tudo o que ela desejava se concretizava principalmente no quesito casamento e constituir família. Tinha tudo o que uma mulher normal gostaria de ter na vida: marido apaixonado, filhos lindos e educados, vida profissional promissora.

Marilu era casada com Armando e eles tinham um garotinho chamado Eric e ele um dia contou para eles que sonhou com uma menina e ela era sua irmã. Os dois imediatamente riram com esse sonho do garoto porque nem Marilu e muito menos Armando tiveram uma filha antes do casamento dos dois.

Dias de passaram Marilu descobriu que estava grávida novamente e foi uma felicidade muito grande para todos, um irmãozinho a caminho. Os preparativos corriam muito bem até que no último mês de gestação, descobriu que Marilu iria ser mãe de uma menina. 

Armando ficou muito feliz pois finalmente conseguiu formar um casalzinho lindo, mas para ele não se importaria se fosse no caso outro menino ou se fosse duas meninas, mas, que nascesse com saúde.

Dias depois nasceu a menina que por coincidência colocaram o nome de Sofia. Eric, filho do casal disse que sabia que o nome de sua irmã seria Sofia e que ela morreu aos 5 anos de idade de tuberculose no século XIX. 

Assustados com tanta revelação de Eric nas conversas entre eles, que Marilu correu para buscar ajuda, pois ela conhecia uma cartomante poderosa e ao chegar nela Marilu relatou o que estava acontecendo e estava com medo das revelações de seu primogênito Eric.

A cartomante após ler suas cartas de tarô foi taxativa: o garoto possuía poderes paranormais e que ela não deveria se preocupar com ele e sim com Sofia a recém-nascida. Após revelar o motivo que aterrorizou e fez Marilu chorar de desespero, saiu de lá calada, sem revelar o teor da conversa com a cigana com ninguém muito menos com Armando.

Tratou de providenciar tudo para tratar seus filhos com amor e carinho, proporcionar uma vida melhor para eles e principalmente para Sofia. Tudo a partir daquele momento tinha que ser direcionado a Sofia. Roupas novas, estudar na mesma escola que Eric, brinquedos novos e modernos e anos se passaram e Sofia era uma linda menina.

Marilu queria mais, nunca estava satisfeita com a vida que queria proporcionar para Sofia. Logicamente que Eric também tinha que ter uma vida confortável também. Mas tanto exagero e mimo com as crianças deixou transparecer neurose diante dos olhos de Armando que muitas vezes alertou para os exageros na educação da criança e sugeriu que Marilu procurasse tratamento. Ela relutou em tranquilizar seu marido que tudo no qual estava fazendo era para o bem de todos. Marilu não revelou nunca para Armando o teor da revelação da cigana.

Eric e Sofia se davam muito bem, brincavam juntos e faziam lição juntos enfim todas atividades e lazer tudo juntos. Não se desgrudavam e para muitas pessoas não pareciam ser irmãos.

Para Marilu a relação de ambos era considerada normal e não via nada de mais em dois irmãos de idade diferentes brincarem e compartilharem coisas juntas.

Até que um dia, surgiu no bairro um concurso de beleza. Marilu ao ler o cartaz e pegar o panfleto, se animou pensando em Sofia. Mas será que Sofia estava preparada para esse desafio? Não seria uma tortura uma menina de 6 anos desfilar na passarela e outras pessoas depositarem nela inveja?

O medo de Marilu a princípio foi passageiro, mas sua neurose em criar uma filha perfeita atingiu aos poucos o limite entre a razão e devaneios. Marilu dias depois inscreveu Sofia nesse concurso e exigiu dentro de casa tarefas leves para que Sofia fosse a mais bonita e perfeita candidata para o concurso. Para isso intensificou aulas de balé, exercícios de desfiles, roupas de gala para idade dela, desfile com roupas de princesa, poses para foto, como falar em público para idade dela. E para surpresa de Marilu, tudo se saiu perfeitamente como ela planejou. 

Durante os ensaios Armando não estava presente primeiramente por conta do seu trabalho e segundo ele considerou tudo aquilo uma loucura. Eric não ligou muito para as loucuras de sua mãe mas ficou na torcida de Sofia para ganhar o concurso porque ela era muito bonita.

Mas a revelação da cigana iria se concretizar: chegou perto do dia do concurso da menina bonita do bairro. Os preparativos chegaram na etapa final e o local lotado com pais, amigos e moradores do bairro para prestigiar as candidatas. Uma mais bonita que a outra e as mães conversando entre si dando palpites em todas as etapas do concurso.

Teve apresentação das candidatas nas quais cada uma fala seu nome, idade e o que desejavam ser quando crescesse. Sofia disse o nome, idade e quando respondeu o que queria ser quando crescesse pegou a todos de surpresa: ela queria ser médica sem fronteiras, ela não ensaiou isso com sua mãe. Mesmo assim, Sofia foi ela mesma no palco.

Ela dublou uma artista, desfilou com roupas exigidas no concurso para idade de todas. No final Sofia venceu o concurso. E na semana seguinte era o dia de seu aniversário.

Marilu no dias que antecederam o seu aniversário parecia ter comportamento estranho. Nos convites de aniversário exigiu que ninguém desse bonecas de presente para Sofia pois alegou que ela tinha muitas em sua coleção e que desse no lugar brinquedos pedagógicos. Eric e Armando riram da decisão de Marilu questionando que todas as meninas da idade de Sofia gostam de ganhar e brincar com bonecas e o que tinha demais receber uma de presente.

Marilu bateu o pé: temos uma boneca em casa, para que ter mais outras aqui? Afinal Sofia precisa muito mais de brinquedos pedagógicos que ensinem ela aprender coisas novas do que ser menina mimada brincando de bonecas.

Até que um dia, Sofia e Eric foram para escola. Marilu e Armando para seus respectivos empregos. Marilu como de costume ligava para escola de hora em hora para acompanhar o andamento das crianças na escola. Sempre que possível conversava com a diretora e professora dos filhos.

Assim que teve notícias boas Marilu produzia positivamente no trabalho e se concentrava em ter mais sucesso na carreira para dar mais conforto aos filhos e marido.

Mas nesse dia, Marilu e Armando chegaram em casa e encontraram somente Eric a sua espera que não era de costume. Ambos perguntaram de Sofia e Eric disse que a irmãzinha desapareceu antes dele embarcar na perua para casa. 

Os pais ficaram desesperados e Marilu disse a Eric que ele estava mentindo pois ela ligou de hora em hora pegando notícias dos dois e Eric disse que o tio da perua vivia dando presentinhos para Sofia e que Sofia não gostava dele e jogava sempre os presentinhos no lixo. Quando seus pais perguntaram quais presentinhos, ele disse que era uma bonequinha de pano chamada Sophie.

Dias depois eles receberam uma encomenda de pacote grande com o nome de Marilu no destinatário e anônimo no remetente. Era um imensa caixa enfeitada. Foi preciso dois carregadores do correio para fazer a entrega. Armando recebeu o pacote pois Marilu havia saído para buscar Eric da natação. 

Quando os dois voltaram para casa, Eric gritou: "Oba, presente! Vamos abrir, mamãe?". Marilu que sempre atendia o pedidos dos filhos, chamou Armando para ajudar a desembrulhar a tal encomenda.

Ao abrir, tratou-se de uma linda boneca. Mas o olhar de Eric era de espanto e pavor. E disse aos pais: "É a Sofia.. É a Sofia".

Os pais não acreditaram no garoto mas Marilu sentiu algo de errado na tal boneca da caixa e ao tirar, deu um grito e pavor e desespero: "Não pode ser! Não pode ser! É a nossa menina! É a Sofia!" e desmaiou ou de susto ou pavor.

A Sofia foi assassinada e transformada em boneca para ser enviada para família. Ou seja, a boneca sombria.

O que Marilu sempre sonhava e desejava, se concretizava. Será que ela sempre via sua filha como uma verdadeira boneca viva? Será que o assassino via na Sofia uma boneca morta? E vocês, o que acham disso?

Se é verdade ou lenda urbana, esse foi o conto da menina que virou boneca.





COLHEITA DO MAL




Olá, pessoal ...

Esse post traz para vocês mais uma "história" que dessa vez não terá um final feliz.

O título irá fazer juz ao que vou relatar aqui. Numa fazenda no século XIX, bem distante da cidade grande, havia um barão muito severo e exigia que tudo funcionasse na perfeita ordem. Ele maltratava a todos não poupava nem sua própria família e quem o desobedecesse, era punido no pelourinho.

Até que um dia um linda moça resolveu dar uma volta dentro da fazenda rumo a cachoeira que era o seu local preferido além do imenso jardim que circundava o casarão principal.

Seu pai como de costume, não se importava porque ela não ia sozinha e sim acompanhada de uma mucama de sua confiança e mais dois escravos para lhe fazer segurança. Ela era muito querida pelos escravos tanto do casarão como os da senzala que ela sempre ia visitar a todos e ajudar no que era preciso.

A sinhazinha como ela era chamada por todos, tinha carisma especial e todos acreditavam que ela um anjo que veio do céu para abençoar a fazenda. 

Só havia um problema: a cachoeira que passava na fazenda do barão fazia divisa com outra fazenda. E ambos os barões tinham ideias diferentes: o pai da linda moça era escravocrata e o barão vizinho era abolicionista. 

Enquanto a linda moça se banhava com a ajuda da mucama nas águas da cachoeira os dois escravos a deixavam sozinhas e não por muito tempo para que eles fossem na divisa das terras para visitar seus amigos que foram separados pelo barão severo para um "dedo de prosa". E sempre quando retornavam as mulheres já estavam prontas para voltarem para o casarão. E a mucama sempre aproveitava para lavar as roupas dos patrões nas águas enquanto a moça se divertia e conversava com a mucama.

Tudo estava indo muito bem, quando ela se apaixonou por um dos escravos que a acompanhavam diariamente. Os dois partilhavam do mesmo pensamento e ideal: eles tinham pensamento abolicionista, contrário ao do barão. Ela estava prometida para um rapaz da cidade grande, filho de um médico conhecido da região e todos faziam gosto desse casamento. 

A moça e o escravo sabiam disso, e mesmo assim, prosseguiram no romance secreto sem pensar no perigo que essa história terminaria. Até que um dia essa linda moça adoeceu repentinamente, sem saber o que ela tinha feito o tempo todo, ninguém desconfiou de nada. Porém a escrava mais velha da fazenda resolveu olhar a moça e não demorou muito para ela descobrir o segredo que ela guardava. 

Ela ficou desesperada ao descobrir que a sinhazinha estava grávida do escravo que sempre acompanhava. A velha escrava entristeceu imediatamente ao saber qual seria o final de tudo aquilo. Era uma verdadeira tragédia anunciada.

A sinhazinha lhe disse que se caso ela não ficasse com o escravo em vida, ficaria depois de morta. E que com o filho do médico ela não ficaria jamais porque o coração dela pertencia ao escravo que tanto amara.

Dias e dias se passaram e ela não saiu mais do seu quarto, não comia mais a comida oferecida pelas mucamas, se recusava ir tomar banho, enfim, mudou radicalmente da água para o vinho. De uma moça dócil, vaidosa e bem vestida, se transformou numa mulher triste, agitada e em maltrapilhos.

Barão ao saber de tudo o que estava acontecendo pelo médico da família, ele se revoltou contra a moça e contra o escravo. Após a discussão com o pai, a moça tratou de se banhar, se vestir com a melhor camisola e ainda pegou escondido uma arma de seu pai munida com pólvora.

Saiu do casarão e foi direto na senzala onde supostamente estaria o barão com os capatazes da fazenda dando o castigo severo em seu amado. Em seu pensamento somente uma frase rondava: dessa noite, não passa.

Ao chegar lá, a última cena que ela poderia ter visto na vida aconteceu. Seu amado amarrado do pelourinho sendo chicoteado. Ela se aproximou lentamente com a arma apontada em seu peito e ela gritou para que todos pudessem ouvir: "Já que eu não posso ficar com ele, não ficarei com mais ninguém. A partir de hoje todos os frutos da fazenda não terão mais valor algum. Ficará anos e anos secos, podres e inférteis após a minha morte". 

Ao ver seu amado morrer de tanto apanhar no pelourinho ela olhou para ele e deu um tiro no seu próprio peito, elucidando assim uma verdadeira tragédia familiar e o início da maldição que a princípio ninguém acreditou nela.

Após o sepultamento da sinhazinha e tempos depois quando a colheita se aproximou, para a surpresa de todos, os frutos colhidos da safra, realmente estavam secos, fracos, sem sabor nenhum. As flores preferidas da sinhazinha ficaram secas, as rosa com mais espinhos que o normal. E sempre que era noite de luar, ela aparecia ao lado de seu amado no meio da plantação caminhando e desfrutando da colheita do mal que o barão causou aos dois.

Encerra assim, o conto desse blog.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

VÉU DA NOIVA







Essa lenda é muito conhecida e tem inúmeras que cujo o tema é noivas e saibam que adoro ...


Tudo começa quando uma linda jovem de família rica conhece um pobre rapaz operário de uma linha de trem. Essa linha estava ainda em fase de construção e o pai da jovem por coincidência era o chefe dele na obra.

Tudo estava correndo muito bem, quando o relacionamento se estreita ainda mais e os dois resolvem permanecer no anonimato para não correr riscos do pai da moça descobrir o romance.

Seus irmãos menores ficaram na função de chamar a moça ou simplesmente dizer local diferente no qual ela estava para que o pai não pegasse ela no flagra. Uma delas se revezavam para ir com ela nos encontros ganhando doces e brinquedos em troca do silêncio.

O tempo passou e num determinado dia os dois foram vistos pelo próprio pai que saiu de casa rumo ao mirante para avistar o andamento da obra e os flagram a distância. Sem fazer alarde, espera a jovem chegar em casa e ter uma conversa.

Pobre moça, ao chegar em casa o pai a bronqueia ordenando que se afastasse do rapaz que era pobre e não teria condições de manter o luxo de vida que levava. Tudo isso para dizer que era contra o romance ou o romance era proibido.

A moça apaixonada que estava, não acatou as ordens do pai. E prosseguiu seu romance do jeito que poderia levar sempre se encontrando em locais fechados e longe das vistas do pai no mirante. 

Mas um dia, seu pai tomou uma decisão muito estranha que logo pegou todos da casa de surpresa quando conversou durante o jantar, comunicando que o namoro da filha estava permitido. Tanto que para que o romance não caísse na boca do povo do vilarejo, o casamento precisava ser marcado para evitar um escândalo pior nesse romance.

A moça feliz ao mesmo tempo surpresa não imaginou que tudo aquilo era o prenúncio de uma tragédia ...

Tudo correu bem nos preparativos do casamento, vestido, festa, cerimônia na igreja, casa para morar, enfim tudo perfeito para o grande dia.

Não se falava em outra coisa no vilarejo que não fosse o tal casamento do momento. E o vilarejo e igreja tomou ares de enfeite para o retoque final.

Chegou o grande dia e a noiva muito feliz e ansiosa para enfim se casar e ser feliz ao lado de seu amado. Passou o resto do dia se dedicando ao máximo, acompanhando tudo com requinte de detalhes para que nada pudesse dar errado em seu casamento. Para ela seria o momento inesquecível e para o povo do vilarejo será inesquecível e trágico.

Enquanto a noiva ansiosa se preparava para o casamento contando as horas e minutos. O noivo estava pronto para o casamento e seus pais aguardando chamando-o para não se atrasar pois quem deveria se atrasar era a noiva. 

Ao sair de casa com seus pais foram até a igreja perto da casa deles. Seus pais entraram na igreja pela sacristia juntamente com o noivo porém mal conseguiu entrar quando dois homens pegaram pelo braço e o levou para fora da igreja. Ele gritando o que era aquilo, para que aquilo tudo, para onde estavam levando ele, enfim ... Tudo obra do pai da noiva para que esse casamento não acontecesse. Simplesmente para que o rapaz ficasse longe dela e que o amor entre ambos esfriasse.

O noivo acabou morto a tiros e seu corpo jogado do despenhadeiro para bem longe para que a noiva jamais poderia encontrar para dar o seu último adeus.

Quando a noiva enfim chegou até a igreja para subir ao altar junto de seu amado. Seu pai aparece e diz para filha que não haverá mais casamento e pediu para que ela voltasse com ele para casa. Ela sorriu dizendo que ele estava brincando ou mentindo porque ela se dedicou a vida toda para aquele momento e que ela iria entrar sim para se casar com ou sem ele ao seu lado.

Quando entrou, realmente ele não estava. Somente poucas pessoas no altar. E a igreja lotada de convidados. Ao sair, vendo que ele não aparecia, ela se desesperou gritando porque ele fez aquilo quem fez aquilo para destruir o seu grande dia. E se ele não aparecesse, ela iria morrer assim mesmo, vestida de noiva.

Seu pai tentou acalmar, era em vão. Ela relutou querendo casar ou morrer vestida de noiva. E quando disseram que ele morreu, ela correu para atrás da igreja depois de tanto chorar, se atirou no despenhadeiro, acabando com sua tristeza e procurando o seu amado para que pudesse ficar perto dele para sempre.

Toda vez que se forma uma neblina na serra do mar, todos falam que é a noiva que vem vindo para se encontrar com seu amado. A neblina é o seu longo véu que cobre seu rosto trazendo ar gélido e quando aumenta são suas tristes lágrimas que de seus olhos caem lamentando a morte de seu amado.

Essa foi a lenda do véu da noiva. Tire suas conclusões ...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

EU, BRINCANDO NO PARQUINHO






Estava eu na escola e tudo correu muito bem quando chegou o momento mais aguardado pelas crianças: a hora do parquinho.

Quem nunca gostava de ir no escorregador, gira-gira, trepa-trepa, gangorra, etc? Era o momento delicioso onde a gente sabia quando começava e não sabia quando terminava, mas se terminava, era uma guerra tirar as crianças de lá, não é mesmo?

Não foi diferente comigo. Mas algo inusitado aconteceu e eu vou relatar agora.

O parquinho da escola não estava vazio, tinha muitas crianças e eu era uma delas. Gostava muito de brincar ali, mas, um dia tudo estava diferente e muito estranho.

Enquanto a maioria das crianças estavam no trepa-trepa, eu estava na gangorra e depois corria para o gira-gira. Tudo normal. Mas quando chegou a hora do balanço, percebi que ele não era como os outros. Mas mesmo assim crianças brincavam nele. 

Comigo foi diferente, mas, vou lembrar que não me machuquei ou caí nele não. Porque não foi assim... 

Quando eu sentei nele e comecei a balançar foi normal. Mas quando eu quis repetir a dose para ir mais forte e rápido, parece que o brinquedo ganhou vida e fez exatamente o que eu imaginava. Balançou cada vez mais forte. Porém, não havia ninguém atrás de mim me empurrando daquela forma.

Senti alguém me empurrando e tocando minhas costas cada vez que eu balançava para pegar impulso. E quando chegou a hora de eu ir embora eu não senti mais nada, tudo se normalizou.

Fiquei com receio de contar para alguém pois ninguém iria acreditar em mim, sendo uma criança. Eu não contei para minha mãe e mesmo assim tive que enfrentar meus medos de ir nos balanços de parques por aí a fora. Pois aquela sensação de algo me empurrar para eu balançar seguia comigo onde quer que eu estivesse.

O que fazer numa hora dessas? Para quem falar isso, se ninguém iria acreditar em você? Foi assim que eu me sentia, não tinha ninguém para conversar, alguém que me entendesse e tivesse paciência para me explicar essas coisas.

Esse foi relato de mais um causo que aconteceu comigo quando eu era criança. Tipo Mão que me balança. Vai soar estranho mas foi o que pude arranjar no momento.


Até mais ...