sexta-feira, 7 de outubro de 2016

FLOR DO CEMITÉRIO





Olá, pessoal ...

Após um longo tempo de inércia, voltamos com mais uma lenda para a coleção.


Você teria coragem de levar para sua casa algo muito bonito que encontrou num cemitério? É justamente sobre esse assunto que essa lenda irá tratar aqui.


Mariana é uma linda menina de 10 anos de idade e sua rotina era sempre casa e escola, escola e casa. Mas todos os dias após às aulas para chegar mais rápido em sua casa Mariana e suas amigas cortavam caminho por dentro do cemitério. Elas não tinham medo, porque acreditaram que os mortos não fazem nada de mal com os vivos. Será?


Um determinado dia, Mariana estava voltando das aulas como de costume porém sozinha. Ao cortar o caminho por dentro do cemitério, deparou-se com uma flor no túmulo de uma menina que morreu há mais de 30 anos. Ela ficou muito triste ao ver que uma criança ter morrido. 


Algo no túmulo chamou sua atenção: uma linda flor dentre as demais no mesmo túmulo deixado por pessoas que visitavam túmulos de seus familiares e é costume deixar flores em túmulos de crianças.


Mariana sem saber de nada, pegou essa linda flor para dar de presente para sua mãe. Um gesto inocente e ingênuo poderia lhe custar muito caro.


Ao chegar em casa, Mariana procurou sua mãe dona Lúcia avisando que acabara de chegar e que trouxe um lindo presente. Sua mãe ao ver a flor na mão de Mariana, pegou toda feliz e sorridente e colocou num vaso simples na estante da sala. 


O dia foi tranquilo e produtivo para todos na casa de Mariana. Mas, ao anoitecer algo inusitado aconteceu: um porta-retrato que estava na estante caiu sem que ninguém o tocasse. As cortinas da sala e do quarto de Mariana começaram a esvoaçar sendo que as janelas estavam fechadas. Era o prenúncio de uma possível tragédia.


Ninguém se assustou ou ficou com medo por acreditarem que tudo não passou de uma brincadeira de mal gosto. Mariana não falou para sua mãe de onde ela pegou essa linda flor e não uniu a flor com os fatos que começaram a ocorrer dentro de sua casa.


No dia seguinte, tudo pareceu normal apesar dos eventos da noite passada. Mariana foi para a escola normalmente, voltou para casa, fez os afazeres escolares e domésticos para ajudar sua mãe. Ao contrário da noite passada, ao anoitecer, Mariana teve um sonho totalmente sombrio: uma menina sem rosto apareceu para ela no meio do caminho e disse para Mariana devolver sua flor. Mariana perguntou o nome dela, ela não respondeu nada. Simplesmente desapareceu em nuvens a sua frente. Mariana acordou chorando e sua mãe foi socorrer e ao chegar em seu quarto viu sua filha aos prantos assustada dizendo que uma menina pediu a flor que deu para ela.


Dona Lucia acalmou a menina se deitando com ela na cama até Mariana dormir novamente. E tudo seguiu normalmente no dia seguinte. Ao anoitecer, algo inusitado ocorreu novamente. A menina do sonho parecia determinada em transformar a vida de Mariana em pesadelo: o telefone da casa da menina tocou, a garota pensando que fosse uma colega de escola, atendeu normalmente a ligação e uma voz estranha soou do outro lado da linha: "Devolva a minha flor" e a linha ficou ocupada.


Mariana desligou o telefone e não disse nada para sua mãe. Dona Lucia conhecia muito bem o comportamento da filha, ficou desconfiada com o telefonema e ordenou Mariana a não atender mais o telefone.

Na noite seguinte no mesmo horário o telefone tocou novamente: a voz estranha de uma criança do outro lado da linha disse novamente "devolva a minha flor". Ao desligar o telefone, dona Lucia entendeu claramente o que a voz queria e percebeu que Mariana pegou a flor do cemitério e falou para Mariana devolver de onde ela pegou essa flor, caso contrário, ela não irá deixá-la em paz.


Sua mãe e Mariana foram até o túmulo da menina na qual Mariana pegou a flor. Com posse da flor, Mariana colocou a flor de volta ao vaso de onde a menina pegou. Pediu desculpas a menina do túmulo e foi embora com sua mãe.


E a vida de Mariana e dona Lucia seguiu em paz. 


Verdade ou lenda urbana, uma lição foi deixada: nunca pegar algo que não é seu, seja lá de quem for.


Até mais...


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