quinta-feira, 7 de julho de 2016
EU, BRINCANDO NO PARQUINHO
Estava eu na escola e tudo correu muito bem quando chegou o momento mais aguardado pelas crianças: a hora do parquinho.
Quem nunca gostava de ir no escorregador, gira-gira, trepa-trepa, gangorra, etc? Era o momento delicioso onde a gente sabia quando começava e não sabia quando terminava, mas se terminava, era uma guerra tirar as crianças de lá, não é mesmo?
Não foi diferente comigo. Mas algo inusitado aconteceu e eu vou relatar agora.
O parquinho da escola não estava vazio, tinha muitas crianças e eu era uma delas. Gostava muito de brincar ali, mas, um dia tudo estava diferente e muito estranho.
Enquanto a maioria das crianças estavam no trepa-trepa, eu estava na gangorra e depois corria para o gira-gira. Tudo normal. Mas quando chegou a hora do balanço, percebi que ele não era como os outros. Mas mesmo assim crianças brincavam nele.
Comigo foi diferente, mas, vou lembrar que não me machuquei ou caí nele não. Porque não foi assim...
Quando eu sentei nele e comecei a balançar foi normal. Mas quando eu quis repetir a dose para ir mais forte e rápido, parece que o brinquedo ganhou vida e fez exatamente o que eu imaginava. Balançou cada vez mais forte. Porém, não havia ninguém atrás de mim me empurrando daquela forma.
Senti alguém me empurrando e tocando minhas costas cada vez que eu balançava para pegar impulso. E quando chegou a hora de eu ir embora eu não senti mais nada, tudo se normalizou.
Fiquei com receio de contar para alguém pois ninguém iria acreditar em mim, sendo uma criança. Eu não contei para minha mãe e mesmo assim tive que enfrentar meus medos de ir nos balanços de parques por aí a fora. Pois aquela sensação de algo me empurrar para eu balançar seguia comigo onde quer que eu estivesse.
O que fazer numa hora dessas? Para quem falar isso, se ninguém iria acreditar em você? Foi assim que eu me sentia, não tinha ninguém para conversar, alguém que me entendesse e tivesse paciência para me explicar essas coisas.
Esse foi relato de mais um causo que aconteceu comigo quando eu era criança. Tipo Mão que me balança. Vai soar estranho mas foi o que pude arranjar no momento.
Até mais ...
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